Siga o processo, não o título de jornal
01Porque conta no trabalho de política pública
Quando um regulamento é notícia, a sua janela já fechou. A imprensa cobre a adoção; o que lhe fazia falta era a proposta. E aquilo que o cliente sente de facto não costuma sequer ser o regulamento — é a transposição nacional dezoito meses depois, ou uma decisão judicial que lê uma definição de forma mais ampla do que alguém na sala pretendia.
O trabalho é, portanto, segurar vários fios ao mesmo tempo, em instituições que não publicam nem perto umas das outras, numa semana que já está cheia de reuniões.
02Como funciona na sua área
Define as áreas de política que acompanha e as jurisdições que contam para os seus clientes ou para a sua organização.
A partir daí: publicações da Comissão Europeia, do Parlamento Europeu e do Conselho à medida que saem; legislação da UE tal como adotada; acórdãos do Tribunal de Justiça e do Tribunal Geral, bem como processos atualmente pendentes; a implementação nacional em Portugal e na Alemanha através do Diário da República e do Bundesgesetzblatt; e a imprensa que cobre tudo isso.
Cada item é categorizado e resumido, para que uma comunicação da Comissão e um decreto nacional cheguem ao mesmo sítio e na mesma forma.
03O que muda na sua semana
Faz o briefing a quem lidera a partir da fonte, não a partir do resumo de um resumo.
A transposição deixa de ser o que o apanha desprevenido, porque o instrumento nacional chega no mesmo feed que o ato da UE que executa.
O material institucional é resumido em inglês, seja qual for a língua de publicação, por isso um instrumento nacional não fica à espera de tradução.
Os processos pendentes dão-lhe horizonte — consegue dizer a um cliente o que aí vem antes de chegar.
E a sua equipa trabalha a partir do mesmo fio, por isso quem cobre energia vê o que quem cobre digital encontrou, sem precisar de reunião.
